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Greve dos bancários está longe do fim

A greve dos bancários ampliou nesta terça-feira, dia 24, sexto dia, na região de Campinas, fechando 185 agências de bancos públicos e privados em 30 cidades: 95 em Campinas e

Greve dos bancários está longe do fim
A greve dos bancários ampliou nesta terça-feira, dia 24,  sexto dia, na região de Campinas, fechando 185 agências de bancos públicos e privados em 30 cidades: 95 em Campinas e 90 em 29 cidades da base do Sindicato da categoria. Uma nova reunião da categoria está marcada para esta quinta-feira, dia 14, em São Paulo, para avaliar os […]

A greve dos bancários ampliou nesta terça-feira, dia 24,  sexto dia, na região de Campinas, fechando 185 agências de bancos públicos e privados em 30 cidades: 95 em Campinas e 90 em 29 cidades da base do Sindicato da categoria.

Uma nova reunião da categoria está marcada para esta quinta-feira, dia 14, em São Paulo, para avaliar os rumos da greve, mas o Sindicato dos Bancários de Campinas e Região não acreditam que o cenário mude até o final de semana, uma vez que patronal e grevistas estão longe de um acordo.

Mas antes do ato geral na Capital, em Campinas o Largo do Rosário será palco mais uma vez de um movimento dos bancários. Nesta quarta-feira, dia 25, a subsede da CUT realiza Ato Público de Mobilização de Data-Base no Largo do Rosário, a partir das 16h. A manifestação irá reunir categorias em Campanha neste segundo semestre, como vidreiros, aeroviários, petroleiros, carteiros (ECT) e bancários.

Na quinta-feira uma nova assembléia na sede do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região está programada para às 18h

Para o presidente do Sindicato, Jeferson Boava, o crescimento da greve mostra a grande insatisfação da categoria com os salários e com as condições de trabalho, hoje sob o império da cobrança de metas, do assédio moral. “É uma greve forte, de adesão e tende a crescer ainda mais”.

Os bancários pedem  reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais inflação projetada de 6,6%), participação nos lucros e resultados equivalente a três salários a mais do que recebem, piso salarial de  R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese), auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

A categoria ainda solicita melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários e o  fim das demissões. O sindicato colocou na mesa de proposta também a possibilidade de mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

A  Fenaban propõe reajuste – 6,1% (previsão da inflação pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc.), PLR – 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado) mais uma parcela adicional da PLR – 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

O patronal chegou a oferecer ainda a não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho, em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS e redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.

O quadro da greve na Região de Campinas:

30 cidades paradas:  Água de Lindóia, Americana, Amparo, Arthur Nogueira, Cabreúva, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Espírito Santo Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Jaguariúna, Louveira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte-Mor, Nova Odessa, Pedreira, Paulínia, Santo Antonio de Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Valinhos, Vinhedo, além de Campinas.

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