Cerca de 100 funcionários dos Correios participaram nesta sexta-feira de uma assembleia em frente à sede da agência central de Campinas, onde decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado. A categoria pede um reajuste de 15% nos salários e a manutenção do atual plano de saúde. Já os Correios ofereceram um aumento de 8% nos vencimentos, além de um reajuste de 6,27% nos benefícios e um vale extra no valor de R$ 650,65. Como as partes não chegaram a um acordo, os trabalhadores decidiram continuar com as atividades paradas. Na região, segundo o sindicato que representa a categoria, cerca de 70% dos trabalhadores operacionais da empresa estão em greve. Apenas uma agência de Sumaré está fechada completamente. As demais agências continuam abertas ao público, mas há restrição em alguns serviços oferecidos. Segundo o coordenador geral do sindicato dos trabalhadores dos Correios em Campinas e região, Luis Aparecido de Moraes, se não for tomada nenhuma medida judicial ou se a empresa não retomar as negociações, a categoria permanecerá parada.
Depois da assembleia, os funcionários dos Correios deixaram a agência central de Campinas e seguiram em passeata até a sede do sindicato. Nesta segunda-feira, está prevista a realização de uma nova assembleia, onde os trabalhadores discutirão os rumos da greve.