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Medicina é o curso mais procurado da Unicamp e Prefeitura continua sem médicos

A prefeitura de Campinas está no quarto processo seletivo para contratar médicos somente neste ano. Há alguns dias abriu vagas específicas para os Pronto atendimentos do Campo Grande e Vila

A prefeitura de Campinas está no quarto processo seletivo para contratar médicos somente neste ano. Há alguns dias abriu vagas específicas para os Pronto atendimentos do Campo Grande e Vila Padre Anchieta. E na cidade que tem 4,4 médicos para cada mil habitantes, um dos maiores índices da rede de saúde no Brasil, o curso mais procurado na Unicamp também é o de Medicina.
Ocupa a primeira colocação como o mais disputado da Universidade. Foram 15.989 candidatos inscritos para as 110 vagas oferecidas na Faculdade de Ciências Médicas (FCM). A relação candidatos por vaga é de 145,4, um índice 14,2% maior que do ano passado.

Os aspectos contraditórios desta área de trabalho segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Campinas e região, Casemiro dos Reis, estão relacionados a falta de segurança em algumas regiões da cidade e ao salário atraente, mas o menor do Estado no município.

O secretário de saúde Cármino de Souza em entevista a Rádio CBN Campinas garantiu que irá rever os adicionais e plano de cargos e salários com vencimentos para os profissionais. E confirmou a falta de médicos durante fins de semana e feriados nas unidades do Campo Grande e Padre Anchieta.

A rede em Campinas tem 1.690 médicos. Os processos seletivos abertos conseguiram até agora inserir cerca de 300 profissionais. O aproveitamento foi de 60%. Entre as 45 vagas para os PAS 35 são para clínico geral e sete pediatras. A expectativa e conseguir contratar pelo menos 30. O reforço esperado pelo programa Mais Médicos do governo federal não foi o esperado. Três estão em atividade pelo programa e outros dois ainda não chegaram a cidade. O Sindicato dos Médicos de Campinas e região, Casemiro dos Reis, alerta que mesmo com as alterações nos vencimentos e o plano de cargos e salários implantado ainda resta o problema da segurança nas unidades.

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