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Juiz ouve 13 e mantém prisão de suspeitos pela morte na Unicamp

O juiz José Henrique Rodrigues Torres, da 1ª Vara do Júri, ouviu nesta segunda -feira, Casagrande 13 pessoas arroladas no processo, durante a primeira audiência sobre a morte do estudante

Juiz ouve 13 e mantém prisão de suspeitos pela morte na Unicamp
O juiz José Henrique Rodrigues Torres, da 1ª Vara do Júri, ouviu nesta segunda -feira, Casagrande 13 pessoas arroladas no processo, durante a primeira audiência sobre a morte do estudante Denis Papa Casagrande, na Unicamp. A audiência que começou no inicio da tarde terminou depois de cinco horas. As testemunhas relataram a frieza e a […]

O juiz José Henrique Rodrigues Torres, da 1ª Vara do Júri, ouviu nesta segunda -feira, Casagrande 13 pessoas arroladas no processo, durante a primeira audiência sobre a morte do estudante Denis Papa Casagrande, na Unicamp. A audiência que começou no inicio da tarde terminou depois de cinco horas. As testemunhas relataram a frieza e a crueldade com que o rapaz foi esfaqueado e espancado por um grupo de punks. O estudante foi assassinado a facadas no dia 21 de setembro deste ano durante uma festa clandestina que aconteceu no Campus da Universidade em Campinas.

As testemunhas afirmaram que a vítima não teve chance de defesa e que mesmo após estar desfalecido continuou sendo espancada. Os réus Anderson Marcelino Ferreira Mamede e Maria Tereza Alexandrino Peregrino, que atualmente estão presos, e André Ricardo de Souza Motta, que está em liberdade, acompanharam os depoimentos. Por determinação da Justiça, a prisão preventiva de Anderson Mamede e Maria Tereza foi prorrogada.

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Para o Ministério Público, os três devem ser condenados pelo crime de homicídio triplamente qualificado, fútil, cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O promotor criminal, Fernando Viana, destaca a força das provas contra os réus. A intenção da promotoria é levar o caso a júri popular.

O advogado Rafael Pompermayer Ayres, que representa Maria Tereza Peregrino, disse que houve contradições nos relatos de algumas testemunhas. Já o advogado de André Ricardo Souza Motta, Artur Eugênio Mathias, disse que a primeira audiência foi “extremamente esclarecedora” e mostrou que o réu não tem ligações com Mamede ou Maria Tereza. Um dos advogados de Anderson Mamede, Alessandro Santana de Carvalho, não foi localizado para comentar o caso.

A continuidade do julgamento está prevista para o dia 15 de janeiro, quando deverá ocorrer o interrogatório dos réus e também serão ouvidas três testemunhas de defesa.

 

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