Segundo o promotor criminal Fernando Viana, Campinas precisaria de uma delegacia específica para resolução dos casos de homicídio. Até outubro de 2013, foram 116 mortes em 107 ocorrências deste tipo na cidade. Para Viana, mesmo com o índice de resolução desses casos em torno de 60 por cento, o setor atualmente conta com uma equipe pequena para as investigações. Já de acordo com o Presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Campinas, Aparecido Lima de Carvalho, a ideia é boa, mas não seria possível em curto prazo. Para ele, os quadros da Polícia Civil sofrem com a defasagem.
Entre os crimes investigados pela Polícia Civil de Campinas neste ano, estão os homicídios do funkeiro MC Daleste em julho e do estudante Dênis Papa Casagrande em setembro. No caso do cantor, que foi baleado em um show na zona norte da cidade, as investigações até o momento não apontaram um culpado, enquanto no caso do universitário, morto a facadas em setembro em uma festa não oficial na Unicamp, três pessoas foram indiciadas. Através da assessoria de imprensa, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que não iria se manifestar sobre a possibilidade de instalação de uma delegacia de homicídio em Campinas, porque não se posiciona sobre comentários de promotores.
