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Força-tarefa investiga se outros PMs estão envolvidos em chacina

A Polícia Civil de Campinas não descarta a possibilidade de participação de outros policiais militares na chacina que deixou 12 pessoas mortas entre os dias 12 e 13 de janeiro.

Força-tarefa investiga se outros PMs estão envolvidos em chacina
A Polícia Civil de Campinas não descarta a possibilidade de participação de outros policiais militares na chacina que deixou 12 pessoas mortas entre os dias 12 e 13 de janeiro. Nesta quinta-feira, o secretário de segurança pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, esteve na cidade para prestar esclarecimentos sobre a prisão de cinco PMs […]

A Polícia Civil de Campinas não descarta a possibilidade de participação de outros policiais militares na chacina que deixou 12 pessoas mortas entre os dias 12 e 13 de janeiro. Nesta quinta-feira, o secretário de segurança pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, esteve na cidade para prestar esclarecimentos sobre a prisão de cinco PMs suspeitos de participação no assassinato do adolescente Joab Gama das Neves, de 17 anos. A força-tarefa criada para investigar o crime não deu detalhes sobre os motivos que levaram a prisão dos suspeitos, mas afirmou que os depoimentos de testemunhas foram determinantes para os pedidos de detenção. De acordo com o promotor do Ministério Público que acompanha as investigações, Ricardo Silvares, os indícios da participação dos policiais presos no assassinato do adolescente são fortes. Para ele, tudo leva a crer que eles estariam presentes na cena do crime. Silvares afirmou que a hipótese de envolvimento de outros policiais na morte do jovem e também na chacina não foi descartada.

O próximo passo do trabalho de investigação é buscar alguma ligação entre o assassinato do adolescente e a chacina. O secretário Fernando Grella Vieira, afirmou que não descarta a possibilidade de envolvimento dos policiais presos nos assassinatos em série. O promotor Ricardo Silvares disse ainda que o assassinato de Joab Gama das Neves foi um ato de covardia.

O promotor Ricardo Silvares informou ainda que uma pessoa entrou no serviço de proteção a testemunha. Outro pedido está sendo analisado. Dos cinco policiais presos, quatro integravam o 47º batalhão da Polícia Militar de Campinas, o mesmo onde trabalhava o oficial Arides Luiz dos Santos, que foi vítima de latrocínio, horas antes da chacina. Uma das linhas de investigação dos assassinatos em série aponta para uma possível reação de alguns policiais militares em relação a morte do colega de corporação. O outro PM preso trabalhava no Copom. Eles ficarão detidos temporariamente por 30 dias no presídio Romão Gomes, em São Paulo.

 

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