A prisão preventiva de Anderson Mamede e Maria Tereza Peregrino foi prorrogada por mais 30 dias. Eles são acusados pela morte do estudante Denis Papa Casagrande, em uma festa no mês de setembro na Unicamp. A decisão foi do juiz da 1° vara do júri, José Henrique Torres, após a 2° audiência do caso que aconteceu na tarde desta quarta-feira (15/01), no Fórum de Campinas.
Os dois reafirmaram em depoimento o que já haviam dito à Polícia Civil. Maria Tereza confessou que deu a facada em Denis, em legítima defesa. E Mamede afirmou que atingiu o universitário com um skate no ombro. Ambos disseram que não tiveram intenção de matar o universitário.
Em frente ao Fórum, a família de Denis Papa Casagrande protestou com faixas, pedindo de paz. A mãe do jovem, Maria Lurdes Papa Casagrande, se diz confiante na justiça e espera que o caso vá à júri popular.
Além dos acusados da morte, Maria Tereza Peregrino e Anderson Mamede, um terceiro réu também responde pelo caso em liberdade. André Ricardo Motta é suspeito de ter dado um chute no universitário. Ele também prestou depoimento e negou o golpe. Motta disse que foi coagido pelo delegado responsável pelas investigações.
O advogado de defesa do réu disse que teria provas da coação. A audiência foi suspensa e o juiz deu prazo de dois dias para que a prova seja apresentada. O próximo passo é o julgamento do caso. O advogado da família de Denis Casagrande, André Luiz Cerino, está otimista em relação ao júri popular. Já o advogado da acusada Maria Tereza Peregrino, Felipe Ballarin, acredita numa sentença positiva para a ré.
Caso o julgamento não aconteça nos próximos 30 dias, o juiz disse que vai reavaliar nova prorrogação da prisão dos acusados da morte do universitário Denis Papa Casagrande.
