A linha de investigação da chacina registrada em Campinas, nos dias 12 e 13 de janeiro, está próxima de ser definida. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23/01) pelo promotor do caso Ricardo Silvares. Durante todo o dia, duas testemunhas foram ouvidas na delegacia Seccional da cidade, e além de funcionários do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, a Corregedoria da Policia Militar esteve com os delegados. Eles entregaram as de 31 armas dos policiais do Baep, o Batalhão de Ações Especiais da Polícia, que é uma espécie Rota da capital.
As armas são calibre 380 e de uso particular dos policias deste batalhão. Uma arma com este calibre foi usada nos assassinatos, segundo as investigações. O promotor Ricardo Silvares disse que além da definição da linha de investigações, o caso está próximo de ter a identificação da autoria dos assassinatos.
Ainda de acordo com ele a etapa de investigações da chacina em Campinas chega numa fase de confronto de depoimentos com dados coletados em diligências. Silvares disse que embora não haja depoimentos previstos, algumas pessoas ainda podem ser chamadas para oitivas. Tudo vai depender da análise das informações coletadas pela polícia civil, que vão desde questões das viaturas, até a escala de serviço da PM na noite de madrugada dos assassinatos.
Sobre as armas enviadas à Campinas pela Corregedoria da Polícia Militar, o promotor informou que como o inquérito está na cidade, o pedido tem que partir da Seccional, para que seja periciada em São Paulo. Em relação às testemunhas desta quinta-feira, Silvares disse que eram comerciantes da região onde aconteceram os doze assassinatos. Ele afirmou que nenhum deles presenciou as mortes.
