Preocupados com um colapso no abastecimento de água na região dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, na região de Campinas, os Ministérios Público Estadual e Federal recomendaram a Agência Nacional de Água e ao Departamento de Águas e Energia Elétrica que desconsiderem as regras de operação da Outorga feita há 10 anos e libere maior vazão aos rios que estão praticamente secos em vários trechos. O Sistema Cantareira encaminha para a região três metros cúbicos de água e ao alto do Tietê 24,8. Na época foi criado uma espécie de banco de água que já estaria sendo usado para os municípios de SP. O Consórcio PCJ que reúne os rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, não teria direito ao banco por um erro de previsão segundo o Ministério Público que discute a renovação da Outorga.
O nível dos reservatórios da região Sudeste continua em queda. O Operador Nacional do Sistema Elétrico registrou redução de 43% em dezembro para 39% nesta quarta-feira. O Consórcio PCJ avaliou que se não chover nos próximos 100 dias o volume necessário de água para repor o sistema, haverá corte no abastecimento. Somente o Rio Piracicaba registrou a vazão mais baixa dos últimos 50 anos. Em nota, a Agência Nacional informou que entende que a medida é emergencial, mas como muda o marco regulatório das Bacias do PCJ precisará ser analisada.
As bacias dos rios da região de Campinas atendem 109 milhões de pessoas.