Uma paralisação de vigilantes terceirizados bloqueou por duas horas a entrada de pesquisadores científicos na unidade do Instituto Adolfo Lutz, em Campinas, na manhã desta sexta-feira (28/03). Com isso, segundo os funcionários, houve atraso nas análises de diversas amostras. Entre elas, casos suspeitos de dengue de Campinas e de outras cidades da região.
Segundo o diretor de atendimento do Sindivigilância, Ronaldo Sousa, o ato aconteceu devido à insatisfação dos quatro vigilantes do local. Eles reclamam da falta do pagamento do adicional por periculosidade. O direito foi regulamentado em dezembro de 2013 pelo Governo Federal e não teria sido repassado pela Reak Segurança Patrimonial.
A empresa, de acordo com Ronaldo, alega que não tem como arcar com os vencimentos por falta de recursos. O problema também causou paralisações no Poupatempo e no ITAL nas últimas semanas. Um representante da Reak esteve no local durante a manhã. Ele chegou a discutir com representantes do sindicato, mas não falou com a reportagem. A empresa não foi encontrada para comentar a situação.
Fechados com correntes pouco antes das sete da manhã, os portões do Instituto Adolfo Lutz só puderam ser reabertos depois que os próprios pesquisadores arrombaram um dos cadeados por volta das nove horas. Questionada sobre o atraso na abertura da unidade em Campinas e os reflexos na análises programadas, o instituto não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.