Os laudos balísticos das investigações da chacina que aconteceu nos dias 12 e 13 de janeiro em Campinas ficaram prontos e serão usados na etapa de cruzamento de dados. Após dois meses das investigações das 12 mortes na cidade, a falta destes documentos atrapalhava o andamento dos trabalhos da Polícia Civil. O Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella, disse que mesmo com a parte documental, os trabalhos de investigação ainda vão demorar, dada a quantidade laudos, o detalhamento de informações e a importância desta documentação que terá que passar por análise cuidadosa da polícia.
O diretor do Deinter-2, Licurgo Costa, disse que estes documentos vão incrementar as investigações da chacina e a etapa é de cruzamento de dados, com o que já havia sido coletado pela polícia civil. Ele não fala em rapidez nas investigações, pois afirma que há necessidade de uma análise minuciosa. Costa, não descarta novas diligências do caso.
Durante investigações da Polícia Civil, foram apreendidas armas de policiais militares, já que uma das principais hipóteses é que chacina tenha sido motivada pelo latrocínio de um policial em Campinas.
Seis PMs foram indiciados pelo assassinato do adolescente Joab Gama, que foi morto horas antes da série de assassinatos. Cinco permanecem presos.