Os 15 vigilantes terceirizados do posto do Poupatempo da região central de Campinas, localizado na Avenida Francisco Glicério, paralisaram as atividades no início da manhã desta quarta-feira (12/03). A manifestação durou cerca de duas horas e atrasou por cerca de 10 minutos a abertura da unidade.
Os trabalhadores reclamam da falta do pagamento do adicional por periculosidade, regulamentado em dezembro de 2013 pelo Governo Federal. Segundo o diretor de atendimento do Sindivigilância, Ronaldo Sousa, a empresa alega que não tem como arcar com os vencimentos. Ele explica que vai levar o caso ao Ministério do Trabalho.
A Reak Segurança Patrimonial é a mesma prestadora envolvida no impasse dos vigilantes do Instituto de Tecnologia do Alimento, que também paralisaram as atividades há cerca de duas semanas. A empresa foi procurada, mas dessa vez não foi encontrada para comentar o assunto.
O ato dos trabalhadores começou por volta de 6h da manhã em frente ao prédio do Poupatempo, quando impediram a entrada dos demais funcionários. Houve discussão entre membros do sindicato e uma servidora do órgão que explicava a situação a um grupo de pessoas. Logo depois, a situação foi normalizada com a chegada da Polícia Militar. Por volta das 8h, horário de início do atendimento, a entrada dos funcionários e do público foi liberada e os vigilantes também voltaram ao trabalho.
Em nota, o Poupatempo informou que “o posto Campinas Centro teve atraso de aproximadamente 10 minutos na abertura nesta quarta-feira”. De acordo com o documento, a Polícia Militar foi acionada “para garantir a integridade da população e dos atendimentos”, que acontecem normalmente.