Nesta segunda-feira, o nível do sistema Cantareira registrou um novo recorde negativo, operando com 11% de sua capacidade total, e a Sanasa já admite o racionamento de água em Campinas a partir do mês de maio, caso não chova significativamente nos próximos dias. Esta é a primeira vez na história que o sistema opera com essa marca, segundo a Sabesp. A afirmação é do diretor técnico da Sanasa, Marco Antonio dos Santos, que descartou a possibilidade de adoção imediata da medida. Segundo ele, a empresa já está preparada para realizar o rodízio no abastecimento, caso o nível de captação fique menor do que 4 metros cúbicos por segundo.
Marco Antonio dos Santos afirma que é impossível determinar quanto tempo o sistema pode suportar sem chuva. O diretor técnico da Sanasa garante que se durante a estiagem, entre maio e setembro, chover dentro da média histórica do período, o racionamento de água em Campinas estaria praticamente descartado em 2014.
O planejamento da Sanasa prevê a divisão da cidade em regiões. No primeiro estágio do racionamento, cada uma delas teria a restrição de oferta durante quatro horas, uma vez por semana. Se ainda assim houver necessidade, a Sanasa poderia ampliar o período de restrição para duas vezes por semana e depois para seis horas, duas vezes por semana.
