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Mortes em acidentes de trabalho aumentam em 2013, segundo Cerest

O número de mortes em acidentes de trabalho tem aumentado gradativamente nos últimos anos, segundo levantamento do Cerest, o Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campinas. Em

Mortes em acidentes de trabalho aumentam em 2013, segundo Cerest
O número de mortes em acidentes de trabalho tem aumentado gradativamente nos últimos anos, segundo levantamento do Cerest, o Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campinas. Em 2010 foram quatro acidentes fatais na cidade. 2013 teve 18 casos. O número é quase cinco vezes maior. As obras de ampliação do aeroporto de Viracopos […]

O número de mortes em acidentes de trabalho tem aumentado gradativamente nos últimos anos, segundo levantamento do Cerest, o Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador de Campinas. Em 2010 foram quatro acidentes fatais na cidade. 2013 teve 18 casos. O número é quase cinco vezes maior.

As obras de ampliação do aeroporto de Viracopos foram marcadas por acidentes graves no ano passado. Dois funcionários foram soterrados depois de um desabamento. Um deles não resistiu e morreu. O rompimento de uma estrutura feriu 14 trabalhadores e em outubro um operário de uma empresa especializada em instalações elétricas morreu após cair de um guindaste.

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O coordenador do Centro de Referência, Alexandre Polli Beltrami, comenta que obras grandes como a do aeroporto de fato tem um risco maior de acidentes, mas que isso não justifica as mortes. Para ele, os acidentes poderiam ser evitados.

A maior parte das mortes segundo o levantamento s acontecem na Construção Civil. As áreas que registraram acidentes graves também abrangem os setores de alimentos, comércio varejista e metalurgia.

Alexandre Polli Beltrami, fala da importância de que a sociedade tenha acesso a estes acidentes e não trate como coisas normais da rotina de trabalho. Ele reforça que o valor pago pela segurança é um investimento e não um gasto.

O perfil traçado pelo levantamento mostra que quase 95% das mortes foram de homens. A faixa etária com mais acidentes fatais é entre 40 e 49 anos.

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Até fevereiro deste ano, o Ministério Público de Trabalho havia registrado 11 acidentes fatais na região atendida pelo órgão de Campinas.

 

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