As imagens do fotógrafo Rogério Ferrari registradas na Bahia podem ser conferidas até o dia 16 de maio no Museu da Imagem e do Som de Campinas. As imagens foram registradas durante uma viagem de três meses feita pelo fotógrafo por 45 municipios do interior da Bahia. As fotografias revelam o cotidiano e a condição atual do povo cigano no Estado. A mostra reune 23 imagens em preto e branco, que compõe o livro recém lançado pelo fotógrafo. feira das 10h. às 17h. e aos sábados até às 16h. O Museu da Imagem e do Som de Campinas, fica no Palácio dos Azulejos, na Rua Regente Feijó, 859 no centro da cidade.
De acordo com o fotógrafo, o projeto não veio de uma escolha estética ou da busca do exótico, de um outro distante para ser fotografado, mas se fez pelo propósito de retratar os ciganos numa perspectiva distante o possível dos estigmas e dos estereótipos. As fotografias revelam um cotidiano e a condição atual do povo no Estado. No total, a mostra reúne 23 imagens em preto e branco, nas dimensões 60x40cm. No dia 16 de maio o livro será lançado no local, às 20h e será seguido de bate-papo com o público. Rogério Ferrari trabalha como fotógrafo independente desenvolvendo o projeto “Existências-Resistências”, que retrata o lado desconhecido de conhecidos conflitos e lutas de povos por autodeterminação: Palestinos, Curdos, Zapatistas, no México, Sem Terra, no Brasil, Saarauís, no Saara Ocidental e nos territórios ocupados, Mapuches no Chile, e Ciganos e Índios na Bahia. É autor-editor dos livros Ciganos. 2011; Curdos, Uma Nação Esquecida. 2007; Palestina, A Eloquência do Sangue. 2004; e autor de Sahraouís, e Palestine 2010,2008. Ed. Le Passager Clandestin, França. E co-autor de, Zapatistas, A Velocidade do Sonho. 2006. Ed. Thresaurus, Brasil. É formado e mestrando em Antropologia pela Universidade Federal da Bahia.
