A Agência Nacional das Águas, a ANA e o Consórcio PCJ divergem em dados sobre o risco da falta de água para abastecer a Grande São Paulo e parte do interior do estado, que são abastecidos pelo Sistema Cantareira. De acordo com o presidente da ANA, Vicente Andreu, a previsão é de que no cenário atual o nível do sistema se mantenha em 5% do volume útil até o final de novembro.
Para o Consórcio PCJ, o cenário é mais pessimista. Segundo o Coordenador de Projetos do órgão, Guilherme Valarini, se a demanda por água seguir os registros históricos haverá problemas no abastecimento já em setembro.
Pelos registros históricos, no período de estiagem, as Bacias do PCJ que abastecessem, por exemplo, a região de Campinas precisam de uma vazão média de 7m³/s. A Grande São Paulo de 21m³/s. Segundo análise do consórcio, mesmo usando o total do volume útil e o volume morte, em novembro se a demanda não diminuir e a vazão do Sistema Cantareira manter a média dos últimos dias, o déficit de água pode chegar a 10m³/s.
A Agência Nacional das Águas não acredita num colapso hídrico, mas assume mudança na oferta de água, inclusive, para os setores rurais e industriais.
