Funcionários das 4 unidades de Pronto Atendimento de Saúde de Campinas, se reuniram para discutir a crise na saúde da cidade, que vive a pior epidemia da história.
Entre os tópicos mais criticados pelos médicos e enfermeiros é a falta de funcionários, violência contra os profissionais da saúde, além da ausência de medicamentos e equipamentos como Raio X em alguns locais, além da decretação do estado de emergência em Campinas.
Um dos casos mais recentes de violência em meio à superlotação dos postos de saúde e pronto antedimento aconteceu no Campo Grande, onde quatro pessoas foram detidas após uma confusão e quebra de vidraças.
Os familiares de pacientes envolvidos na confusão acusaram os médicos e demais funcionários de negligência.
O secretário de saúde de Campinas, Cármino de Sousa, que havia confirmado participação no encontro, não compareceu. No lugar dele, a Prefeitura enviou funcionários do RH e da pasta da saúde, que colheram as reclamações dos funcionários.
Para o Presidente do Conselho de Saúde de Campinas, Paulo Mariante, a ausência do Secretário em um momento como este denota descaso com os profissionais. Uma nova data vai ser agendada entre os funcionários da saúde, sindicato e conselho de saúde, com o Secretário de Saúde, Cármino de Sousa.
Segundo os dados do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, as quatro unidades de Pronto Atendimento de Campinas registram por semana uma média de três a quatro denúncias sobre agressões físicas ou verbais contra os trabalhadores.
