A nova moda entre os jovens é o cigarro eletrônico. Um dispositivo que funciona a bateria e pode ser carregado em tomadas e até mesmo por uma entrada USB.
Considerado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia a isca moderna da indústria do tabaco, o e-cigarro como também é conhecido, está tomando conta do mercado e deixando médicos preocupados.
Proibido pela ANVISA desde 2009, o aparelho é cercado por alguns mitos. Um dos principais é que auxilia o fumante do cigarro normal a parar de fumar. O Médico Cardiologista da Puc, José Kerr Saraiva, rebate essa teoria.
Outro mito é que o cigarro eletrônico não contém substâncias químicas. Porém estudos apontam que o fumante, ao utilizar o aparelho, inala substancias tóxicas encontradas.
A nicotina encontrada no tabaco tradicional também esta presente no eletrônico, assim como metais pesados , caso do estanho. Estudos realizados nos Estados Unidos mostram que o vapor emitido pelo aparelho tem substancias que podem causar câncer.
O que mais preocupa os especialistas em saúde, é que toda a propaganda do cigarro eletrônico é voltada aos jovens, que acabam utilizando o aparelho como porta para o cigarro convencional.
A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, em parceria com o Hospital e Maternidade Celso Pierro da Puc-Campinas promoveu uma campanha de alerta contra o cigarro eletrônico no Dia Mundial Sem Tabaco.
Médico Cardiologista da Puc, Dr. Kerr Saraiva, exalta a importância de trabalhos conjuntos no combate ao tabagismo.
Um estudo realizado pela Aliança de Controle do Tabagismo revela que no Brasil o tabagismo é responsável por 13% das mortes, são 130 mil óbitos por ano anuais, sendo 350 por dia. No mundo o cigarro mata 10 mil pessoas diariamente.