Moradores do Nova Esperança e do Novo Mundo, na região do Campo Grande em Campinas, denunciam o descarte irregular de materiais em uma área particular entre os dois bairros. Além da preocupação ambiental, já que há risco de contaminação e de elevação da margem de um córrego, eles também reclamam de possíveis criadouros da dengue. O local fica na região noroeste, que registra 6.233 casos da doença. O número corresponde a 28% das quase 22 mil ocorrências da cidade.
O problema, de acordo com Cleocir Gonçalves, já acontece há pelo menos seis anos. Neste período, a Secretaria do Verde realizou vistoria e uma multa chegou a ser expedida pela Cetesb. Mesmo assim, caminhões ainda são vistos pelos moradores entrando e saindo do terreno. Ainda segundo Cleocir, o despejo de materiais antes era restrito somente a restos de gesso, mas nos últimos três anos todo tipo de entulho de construção passou a ser descartado. Para ele, o local segue a tendência de outras áreas abertas e com mato alto nos dois bairros. Nas ruas João Teodoro de Campos e Terezinha Carlos Tavares, por exemplo, vários montes podem ser vistos. Na região, a nebulização contra o mosquito da dengue já foi feita uma vez, mas ainda falta manutenção nas bocas de lobo.
Além dos entulhos e do risco ao meio ambiente, no terreno também ocorre a queima de entulhos e a fumaça constante preocupa os moradores sobre doenças respiratórias. Procurada, a Prefeitura afirmou que o local de reciclagem de gesso é totalmente clandestino e que o proprietário já foi autuado várias vezes. Segundo a assessoria de imprensa, ele possui processos na Secretaria do Verde, na Cetesb e no Ministério Público, já que as denúncias também envolvem contaminação da água. A Administração Municipal ainda alega que pediu o encerramento das atividades na propriedade após uma série de notificações e multas, mas aguarda decisão da Justiça.
