Técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil começam a avaliar a partir de 11 de maio se o novo terminal de passageiros do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, pode ser considerado operacional. Por contrato, a primeira etapa da ampliação precisa ser entregue até essa data. Caso contrário, a concessionária está sujeita à multa de 150 milhões de reais, mais um milhão e meio por dia de atraso.
Enquanto isso, a construção continua. Os vidros nas fachadas foram colocados e o viaduto de acesso ainda recebe trabalhos. No entorno, obras de mobilidade ainda estão no início e a movimentação de máquinas e trabalhadores é intensa. Segundo a concessionária, todas as estruturas serão entregues dentro do prazo, mas o local vai funcionar parcialmente. Das três salas de embarque, uma estará disponível e vai receber sete delegações para a Copa do Mundo e voos com origem de Portugal. O primeiro deles, previsto para o dia 3 de junho.
Para o professor de Economia da PUC-Campinas, Josmar Cappa, apesar das greves e das interdições após duas mortes desde o início das obras, o prazo curto na entrega é reflexo da falta de planejamento do Governo Federal. De acordo com Cappa, houve demora na escolha do modelo de modernização dos aeroportos, o que encurtou o tempo para conclusão do terminal. Ele também destaca o atraso de seis meses depois do resultado do leilão de concessão.
Para os usuários do terminal ainda em operação, o atual estágio das obras e a previsão de operação de modo parcial na Copa do Mundo é um exemplo dos atrasos que acontecem em todo o Brasil. Elmo José Mendes e Adauto Aparecido são pessimistas e acreditam que o local vai funcionar de modo improvisado.
Além de avaliar as condições do novo terminal de Viracopos, a Anac também vai fiscalizar na mesma data o Aeroporto Internacional de Guarulhos. A agência, porém, alega que não é possível estimar quando os relatórios técnicos serão concluídos e encaminhados à diretoria.
