A segunda audiência do processo sobre suposto esquema de corrupção envolvendo policiais civis e traficantes que teriam ligação com Wanderson de Paula Lima, o Andinho, aconteceu nesta sexta-feira na Cidade Judiciária de Campinas. Andinho assistiu a um dos depoimentos escoltado por 14 policiais militares. A sala de audiência ficou restrita aos envolvidos no processo e à imprensa.
Além da PM, a Polícia Civil também fez a segurança do local, totalizando 30 policiais. Foram dois depoimentos.
Em um deles o acusado de tráfico, Agnaldo Aparecido da Silva, conhecido como Codorna, afirmou ter pago propina a policias de Campinas e do Denarc, que variavam de R$ 5 mil a 14 mil.
O promotor do caso, Amauri Silveira, afirma que depoimento foi coerente ao já dito ao Ministério Público. Entre os policiais citados por Agnaldo Aparecido da Silva estão Renato Peixeiro Pinto e Marke de Castro Pestana.
O segundo depoimento foi de Janaína de Souza Ribeiro. Ela morava próximo ao Condorna e Lucas Escotão, que são acusados de ser traficantes. O promotor Amauri Silveira conta que no depoimento ela diz ter sido torturada por policias para revelar o paradeiro dos dois. Ela também afirmou que os policiais forjaram o flagrante dela e de uma amiga. Na ocasião, Janaína de Sousa foi levada ao Denarc.
Nove policiais continuam presos. Dois tiveram a prisão preventiva convertida em medidas cautelares. A próxima audiência está marcada para o dia 07 de julho.
