Em meio a crise hídrica que afeta a cidade de Campinas, a utilização da chamada água de reuso esta em pauta.
A secretaria do Verde, Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável promoveu em Campinas um debate das regras gerais para a prática de reuso direto da água não potável proveniente de estações de tratamento.
A regulamentação faz parte de um pacote de 12 medidas anunciadas pela prefeitura para o enfrentamento da escassez hídrica no município.
A SANASA já trabalha com o fornecimento da água de reuso. Segundo Renato Rossetto, gerente de operação da empresa, o produto é confiável para a utilização em diversos aspectos, menos para o consumo.
Para prover a água de reuso a SANASA agora adota um sistema de tratamento através de EPARs, que são Estações de Produção de Água de Reuso, um sistema mais moderno e melhor do que os oferecidos pelas ETE, as estações de tratamento de esgoto.
A cidade possui 1 EPAR, que é a primeira da América Latina. O gerente de operações da empresa, explica que o sistema de tratamento é mais confiável que o tradicional.
Outros países também utilizam a mesma técnica. Cingapura é um case quando o assunto é água de reuso, inclusive com garrafinhas sendo disponibilizadas para consumo.
Diferentemente das ETEs, a água tratada na EPAR não sofre com a utilização de produtos químicos, o que também garante uma melhor qualidade.
Para fornecer essa água tratada em maior quantidade a SANASA já estuda a construção de novas EPARs.
Em Campinas a água de reuso já esta disponível por meio de caminhões pipa. O metro cubico esta avaliado em R$ 2,00.
A resolução municipal que trata da crise hídrica estabeleceu 7 pontos onde essa água pode e deve ser utilizada, sendo irrigação paisagística, lavagem de espaços públicos e privados, construção civil, corpo de bombeiros, desobstrução de esgoto, lavagem de veículos especiais e também em operações industriais.
