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Santa Casa de Vinhedo agoniza diante de uma população indignada

Uma perda de cem leitos, sendo sete de UTI. Uma dívida trabalhista de R$ 7 milhões e mais R$ 1 milhão em honorários médicos. É o que contabiliza a Santa

Santa Casa de Vinhedo agoniza diante de uma população indignada
Uma perda de cem leitos, sendo sete de UTI. Uma dívida trabalhista de R$ 7 milhões e mais R$ 1 milhão em honorários médicos. É o que contabiliza a Santa Casa de Vinhedo desde que a prefeitura da cidade decidiu que não iria mais repassar verbas do SUS para o Hospital. Nesse fim de semana, a situação […]

Uma perda de cem leitos, sendo sete de UTI. Uma dívida trabalhista de R$ 7 milhões e mais R$ 1 milhão em honorários médicos. É o que contabiliza a Santa Casa de Vinhedo desde que a prefeitura da cidade decidiu que não iria mais repassar verbas do SUS para o Hospital. Nesse fim de semana, a situação chegou ao fundo do poço, quando a Santa Casa deixou de atender internações e cirurgias. Marta Elisa Carlo Antunes de Campos, provedora da Santa Casa, explica que apenas o pronto atendimento de convênios particulares continua funcionando. De acordo com Marta, com o fim do repasse da verba do SUS, o hospital perdeu 70% do seu faturamento. A prefeitura preferiu não se pronunciar sobre o caso, mas em 11 de maio de 2013, quando cancelou o repasse do SUS, a alegação foi de que a Santa Casa não estaria atendendo adequadamente a população. No entanto, as primeiras conclusões da CPI da saúde, presidida pelo vereador do PSOL, Rodrigo Paixão, apontam que não há evidências de ter havido desassistência na Santa Casa. A CPI instalada na Câmara Municipal de Vinhedo encerrou a fase de depoimentos, com parecer conclusivo previsto para ser entregue nas próximas semanas. O vereador Rodrigo Paixão protocolou junto ao prefeito de Vinhedo, Jaime Cruz, que é do PV, um pedido de intervenção do Poder Público junto à Santa Casa. O analista financeiro, Osni Brisola, não se conforma que uma cidade considerada modelo de qualidade de vida não tenha um hospital. A moradora, Madalena Comíssio, considera um absurdo ter que procurar outras cidades para atendimento médico.

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