A oposição na Câmara de Campinas pediu a convocação da secretária de educação, Solange Pelicer, para esclarecer como o convênio de prestação de serviços entre a administração e a Comunitas foi firmado. A entidade, que atua em áreas de pesquisa e de conhecimento, deve desenvolver um trabalho de gestão na rede pública de ensino do município. Porém, a bancada do PT questiona a legalidade do convênio. Em junho, a câmara protocolou um requerimento, pedindo informações sobre como seria a atuação da entidade em Campinas em quais escolas ela iria atuar.
Segundo o vereador Pedro Tourinho, que questionou o contrato na primeira sessão depois do recesso, a resposta foi vaga, pois não havia cronograma e que a prestação de serviço só iria começar em outubro, mediante a aprovação dos conselhos. Só que eles já estariam atuando em 10 escolas. Além do fato do convênio já estar vigorando desde o mês julho, o vereador Pedro Tourinho, questiona a legalidade da parceria entre a prefeitura e a Comunitas. Segundo ele, apesar da administração não pagar a entidade, ela acaba cedendo espaços públicos e servidores sem que houvesse uma licitação para isso.
O secretário de administração de Campinas, Silvio Bernardin, a prefeitura mantém o convênio com a entidade desde o início do ano passado, atuando em outros setores da administração. Segundo ele, em relação à educação, o processo está em fase de planejamento. Sílvio Bernardin garante que não há ilegalidade no convênio e que o próprio vereador reconhece isso ao afirmar que não há ônus ao município. O secretário de administração de Campinas, Sílvio Bernardin, informou ainda que a administração está à disposição do legislativo para prestar esclarecimentos sobre o convênio. Sobre a representação protocolada pelo vereador Carlão e o deputado federal Renato Simões, ambos do PT, no Ministério Público, Bernardin informou que a prefeitura tem um prazo de 30 dias para apresentar a defesa.
