No primeiro dia de cobrança da nova tarifa de ônibus em Campinas, a população foi unânime nas reclamações. No centro da cidade, em pontos lotados, o valor de R$ 3,30 recebeu várias críticas dos usuários. O principal problema para a maioria é a comparação feita entre o preço e qualidade do serviço prestado. Carolina Kerrel, por exemplo, acredita que as mudanças nas condições do transporte coletivo deveriam acontecer antes do reajuste.
A justificativa da Emdec é de que desde janeiro de 2012 a tarifa não era reajustada e a inflação dos insumos no período chegou até 20%. Mas para Sando Almeida, que deixa o carro na garagem para economizar no trajeto entre casa e trabalho, a decisão não é compatível com os salários dos trabalhadores.
Já no caso de Rafael Mello, as preocupações também envolvem os custos para a empresa. Usuário do sistema de transporte, ele também contabiliza o reajuste nos passes de ônibus dos funcionários. Mesmo elogiando a pontualidade da linha que utiliza todos os dias, Andréia Rodrigues também não achou justo o repasse para a população.
O aumento de 10% na passagem já havia acontecido no ano passado, mas devido às manifestações a Prefeitura manteve o preço. Com isso o subsídio concedido aumentou. No primeiro semestre deste ano, o Executivo pagou às empresas quase R$ 45 milhões. E o novo cálculo com o novo reajuste é de que este valor reduza para R$ 25 milhões nos próximos seis meses.
