O Provedor da Santa Casa de Campinas, Murilo de Almeida, confirma a preocupação com a demora para a instalação da primeira unidade médica específica para vítimas de queimaduras de Campinas. A cidade tem cerca de 75 pessoas com esse tipo de ferimento por mês, cinco delas consideradas graves. Os pacientes são encaminhados há anos para a ala de tratamento de queimaduras da Santa Casa de Limeira que tem 12 leitos, é referência para 82 municípios e trabalha com taxa média de ocupação entre 70% e 80%.
O projeto para Campinas tem previsão de investimento de R$3 milhões, quase dois milhões deles para reforma e o restante para a compra dos equipamentos. A unidade terá 500 m² e poderá atender até 20 pacientes ao mesmo tempo. E vai funcionar em uma ala dentro do prédio da Santa Casa. A primeira estimativa era de inaugurar a unidade em julho deste ano. Agora o tempo previsto é o mês de dezembro. Habilitada para receber verba do SUS, com R$ 1000 de diária destinado a cada paciente, sem cobertura para custos de internação, a preocupação mesmo após instalado o Centro é, segundo o médico Murilo de Almeida, correr riscos para a manutenção dos serviços.
O custo esperado é de R$ 500 mil por mês. Entre as empresas investidoras e integrantes do conselho estão a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), Petrobrás, Bradesco e a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos.