Dois prédios da rede de ensino municipal de Paulínia foram interditados pela Justiça após uma ação pública do Ministério Público do município. Problemas estruturais graves foram encontrados pela promotoria na a Escola Estadual de Ensino Infantil, o Emei, Rosa Vassalo e na creche Felipe Macedo.
O promotor da infância, André Perche Luque, conta que os problemas compõe um inquérito que tem a situação de outras escolas. Ele fala de problemas na estrutura, pessoal e falta de laudos que atestam a segurança dos locais.
Com as interdições, a determinação foi que todas as crianças das duas unidades fossem removidas para outras escolas e creches.
A situação pegou os pais de alunos de surpresa, como Roberta Trevisan. Ela se preocupa com impactos dessa mudança no calendário letivo e atividades desenvolvidas pelas crianças. Com o remanejamento, a normalização das aulas pode demorar alguns dias.
A prefeitura tem um prazo de 180 dias para regularizar a situação dos prédios interditados. O Ministério Público não descarta um Termo de Ajustamento de Conduta para processo de regularização dos prédios e o laudo do corpo de bombeiros.
Além dos prédios da rede de ensino municipal, instalações da área de saúde e assistência também podem ser interditadas, segundo o promotor.
A Secretaria de Educação de Paulínia informou que a interdição da Emei Rosa Vassalo está sendo realizada em cumprimento a uma ordem judicial. A assessoria de imprensa disse que os 158 alunos que frequentavam a Emei, bem como os funcionários, já foram transferidos para unidades escolares próximas de suas residências, não havendo prejuízo ao desenvolvimento das atividades pedagógicas;
Eles informaram que a Secretaria de Obras está empenhada em reformar todos os prédios públicos, porém irá respeitar os trâmites dos processos licitatórios.