A decisão do senado, que aprovou o aumento dos percentuais de etanol misturados a gasolina no país, não deve ter nenhum reflexo no preço que é pago atualmente pelos consumidores. A afirmação é do professor do instituto de economia da Unicamp e membro do conselho científico do núcleo de pesquisa energética, José Maria da Silveira. Segundo ele, o preço da gasolina é mantido baixo artificialmente pelo governo em função das pressões inflacionárias. O professor José Maria da Silveira acredita que a medida aprovada pelo senado beneficia diretamente o setor sucroalcooleiro do país e a manutenção do preço da gasolina na bomba favorece a produção e valoriza o etanol.
O presidente do Recap, o sindicato dos postos de combustíveis, Flávio Campos, acredita que o custo da gasolina pode ser reduzido, dependendo das variações do preço do etanol. Ele afirma que a produção do combustível passa por períodos de entressafra e depende de boas condições climáticas, que são situações que refletem no valor do produto.
O projeto de Lei de Conversão aprovado pelo senado permitirá que o governo aumente a mistura de etanol à gasolina, passando dos atuais 25% para 27,5%. O texto também aumenta de 5% para 6% o percentual obrigatório de mistura do biodiesel ao óleo diesel. O projeto agora aguarda a sanção da presidente Dilma Rousseff.
