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Bebida ultrapassa 30% do valor da refeição

Nos últimos dois anos o preço de uma refeição fora de casa subiu 18%. Se em média hoje o consumidor gasta uns R$ 30 reais no almoço, por exemplo, lá

Bebida ultrapassa 30% do valor da refeição
Nos últimos dois anos o preço de uma refeição fora de casa subiu 18%. Se em média hoje o consumidor gasta uns R$ 30 reais no almoço, por exemplo, lá em 2011 o gasto era de pouco mais de R$ 24. A bebida para acompanhar o prato pesa nessa conta. A inflação da água e do refrigerante […]

Nos últimos dois anos o preço de uma refeição fora de casa subiu 18%. Se em média hoje o consumidor gasta uns R$ 30 reais no almoço, por exemplo, lá em 2011 o gasto era de pouco mais de R$ 24. A bebida para acompanhar o prato pesa nessa conta. A inflação da água e do refrigerante em dois anos soma 18,5%. Quem não abre mão do cafezinho, paga 21% mais caro pelo mesmo café de dois anos atrás. Os números são da Assert, a Associação das Empresas de Refeição e Alimentação. O levantamento considera Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o IPCA.

Em um restaurante no centro de Campinas em que o quilo custa R$ 35,90, um prato com 500 gramas sai por 17,95. Neste mesmo local, o suco custa R$ 6,50 e cafezinho R$ 2,50. A refeição completa sai por R$ 26,95. 34% do valor foi gasto com a bebida. Ana Ribeiro acha que há certa exploração do consumidor.

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A reportagem também verificou os valores de uma refeição em restaurante à la carte, no bairro Cambuí em Campinas. O almoço completo com salada, massa e carne sai por R$ 44,90. Um refrigerante para tomar durante a refeição R$ 4,50. Uma água durante a conversa, R$ 4,20. O café pra encerrar R$ 5,50. O total é de R$ 59,10. 24% do valor para pagar as bebidas.

Como nem sempre dá tempo de ir a um restaurante, também verificamos o gasto de quem vai a uma lanchonete, na região central da cidade. O salgado sai por R$ 3,00. O suco R$ 5,90 e se quiser economizar no café e optar pelo de coador, mais R$ 1,50. O lanche completo, R$ 10,40. Mais de 70% desse valor foi para pagar o suco e cafezinho. Daniel José Rodrigues conhece bem a situação.

Esse aumento de preço das bebidas tem uma explicação. Segundo o economista Fabiano Belatti vários custos estão embutidos, impostos, pessoal, segurança…

Os levantamentos mais recentes em relação inflação para quem come fora de casa não são animadores. No último mês de agosto, para se ter uma ideia, enquanto a inflação geral foi de 0,25%, alimentação em estabelecimentos aumentou 0,71.

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Campinas é considera a 8° cidade do país mais cara para refeições em bares e restaurantes.

 

 

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