Durante a Semana Nacional de Trânsito a reportagem falou de responsabilidades de pedestres, motoristas, motociclistas e até a questão de ciclovias. Especialistas citaram a imprudência de todos os lados. A dúvida é se a infraestrutura de Campinas colabora para um trânsito mais organizado e seguro.
No aspecto sinalização, as áreas mais movimentadas da cidade tem uma orientação eficaz, segundo verificado pela própria reportagem. Há alguns problemas nas faixas de pedestres, que em muitos pontos estão apagadas, como vários cruzamentos de ruas no bairro Cambuí.
Na região do Taquaral, Silvio de Lucio teve bastante dificuldade na travessia, no cruzamento da Carolina Florence com a 1° de março. Silvio é um senhor de idade, com de dificuldade pra andar e sem semáforo para pedestres, tem que mudar o rumo, para atravessar de forma mais segura. A 1° março é mão dupla e a falta dessa sinalização faz o senhor Silvio andar mais
A reportagem constatou a falta de semáforos para pedestres em outros cruzamentos das avenidas Engenheiro de Paula Sousa e da Jorge Tibiriçá. Aliás neste último ponto, atravessar no balão conhecido como balão da morte é praticamente impossível. A sinalização para pedestres é precária.
Ainda em relação às travessias, um trecho recém recapeado na Av. Júlio de Mesquita, com a General Osório ainda está sem faixas de pedestre. A Emdec diz que esses casos sempre são priorizados. Paulo Roberto estava esperando para atravessar nesse ponto. Ele aproveitou para falar da pintura das faixas e da falta de sinalização em bairros mais distantes. Cita como é difícil sair de regiões centrais, para áreas mais periféricas.
O especialista em Trânsito, José Almeida Sobrinho, reforça que as placas de orientação de fato não são tão eficazes em Campinas, o que sugere uma necessidade revisão no projeto. Sobre as sinalizações de solo e verticais de pare, siga, conversões, por exemplo, o especialista em trânsito avalia como boas.
No aspecto conservação de placas a reportagem não teve grandes dificuldades de localizar ruas pelas vias mais movimentadas. Mas, na Jorge Tibiriçá, as que sinalizavam as ruas Abolição e Frederico Ozanan estavam totalmente apagadas.
A cidade tem cerca de 70 mil placas de sinalização segundo a Emdec. No primeiro semestre de 2014 mais de mil placas foram recuperadas.
