A declaração do Secretário Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, de que a primeira cota do volume morto do Sistema Cantareira deve durar pelo menos até o dia 21 de novembro, foi comentada pelo secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz. Ele afirmou confiar nas informações da Secretaria, mas continua mantendo a recomendação sobre a necessidade de racionar a água para evitar uma situação de desabastecimento. Lahóz espera que o momento crítico finalmente motive o poder público a criar medidas de prevenção. Ele conta, por exemplo, que o combate às perdas hídricas em encanamentos e redes de saneamento dariam para criar um novo Cantareira. O Grupo regional de combate à perdas hídricas do consórcio PCJ criou um plano de ação nesse setor, que inclui 43 projetos executivos já com as previsões de custo, como a substituição radical da rede de canalização a cada 20 anos e controle das zonas de pressão nos encanamentos da rede. Lahóz cita ainda um projeto que obrigaria todas as construções novas nas cidades abastecidas pelas bacias PCJ e Alto Tietê a terem cisternas, que são reservatórios que retêm a água da chuva para abastecer sanitários. O plano de ação foi enviado para governantes e deputados, além de candidatos às eleições e técnicos do setor.
