O impasse administrativo entre o poder público local e o Governo do Estado de São Paulo tem colocado em risco um dos maiores patrimônios históricos de Campinas: o Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Sallin. O parque atualmente é gerido pelo governo do Estado, mas a proposta é municipalizar a gestão. No entanto, divergência em relação ao valor do projeto de revitalização feito pela Prefeitura tem emperrado as negociações. O montante de R$ 18 milhões ainda não foi aprovado pelo Estado e, durante o período eleitoral, as negociações estão congeladas. Enquanto isso a degradação do Parque é evidente. O casarão do século 19 está pichado e com estruturas comprometidas. No último final de semana foram registrados vários focos de incêndio. Uma árvore de grande porte, atingida pelo fogo, caiu próximo a um conjunto de prédios tombados, derrubando parte de um muro. O local registra também uma população elevada de capivaras, animais hospedeiros do carrapato estrela, transmissor da Febre Maculosa.
