A agência dos Correios da Rua Líbero Badaró, em Hortolândia, funciona de portas fechadas e limita a entrada de pessoas devido à falta de segurança. No local, segundo moradores, assaltos são frequentes. A situação gera formação de fila do lado de fora, o que incomoda e deixa a população insegura. Com isso, quem costuma utilizar os serviços todos os dias sente os prejuízos, mas reconhece os riscos aos funcionários.
Enquanto aguardava a liberação de um guichê, que atende uma pessoa por vez, Cícero Bezerra pediu a instalação de uma guarita em uma praça em frente ao local. Para ele, falta policiamento na entrada da cidade. Melissa Bonatto defende a proteção aos trabalhadores, mas acredita que a medida isola e expõe a população aos criminosos.
O portão da agência é controlado por um guarda terceirizado e a passagem só é liberada quando um dos caixas fica livre. Procurada, a gerente do local não quis comentar o assunto. O problema, ainda segundo os moradores, também acontece em outra agência oficial da cidade. Com isso, as únicas opções são os estabelecimentos conveniados, mas que não oferecem todos os serviços.
Em nota, os Correios afirmaram que o atendimento diferenciado na unidade ocorre de maneira temporária visando manter a segurança de funcionários e clientes. Sobre os assaltos ocorridos no local, a empresa alegou que não divulga valores, estatísticas, ou imagens, e também não detalha medidas de segurança para preservar a integridade das pessoas. Por fim, o comunicado indica uma agência franqueada no número 80, na Rua Jose de Lucca, Vila São Francisco, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9 da manhã às 5 da tarde. Procurada para se posicionar sobre s número de assaltos e a insegurança, a Polícia Militar não enviou resposta até o fechamento desta reportagem.
