Mesmo com a queda acentuada dos casos de dengue no período sem chuva em Campinas, equipes lideradas pela Superintendência de Controle de Endemias ainda combatem criadouros em bairros da cidade. São duzentas pessoas entre funcionários próprios e de uma empresa terceirizada que vistoriam quintais e fazem o telamento de caixas d’água, principais focos de concentração das larvas durante a seca.
Segundo a coordenadora do programa da dengue na Região Noroeste, Christiane Sartori, muitos moradores ainda demonstram resistência e não liberam a entrada dos três agentes responsáveis pelo controle. Ainda de acordo com Sartori, vasos e vasilhas em jardins e até geladeiras velhas são vistoriados. Em alguns casos, um larvicida pode ser utilizado e até a nebulização pode ser feita contra os mosquitos adultos.
Entre julho e agosto foram 124 ocorrências de dengue na cidade, índice baixo se comparado ao pico da epidemia em abril, com 19,8 mil registros. No total, desde o início do ano, são mais de 40,7 mil casos. Nesse período, nove mortes foram confirmadas e a região noroeste liderou as estatísticas de pacientes: mais de 10 mil. No Campos Elíseos, a casa de Mercedes de Morais recebeu a equipe e a telagem teve que ser refeita. O procedimento, no entanto, não precisa ser feita apenas pelos trabalhadores das equipes. O material, segundo a Sucen, pode ser retirado em qualquer centro de saúde dos bairros e pode ser usado por qualquer morador.
