A Polícia Militar em parceria com associações de moradores está criando em Campinas redes de comunicação via WhatsApp para casos de emergência. São grupos de até 50 pessoas no aplicativo e quem participa pode alertar a vizinhança de alguma movimentação suspeita, ocorrência em andamento ou até fazer um pedido de ajuda. Cada grupo tem um tutor e em caso de necessidade, entra em contato direto com os policiais.
A iniciativa ainda é recente. 150 pessoas de bairros próximos ao centro da cidade estão cadastradas. O cadastramento é voluntário. Um dos tutores é Carlos Targon. Ele reforça a importância do compromisso dos usuários e lista situações que podem ser compartilhadas
O uso do aplicativo faz parte do programa Vizinhança Solidária da Polícia Militar e dos Consegs, que são os Conselhos Comunitários de Segurança. O tenente Fábio Azevedo destaca a interação social tecnologia vai proporcionar, além do apoio a PM.
Pela novidade, o uso do aplicativo ainda gera receio em alguns moradores. O empresário Edson Pedroso, por exemplo, diz que dependendo da ocorrência, a primeira ação seria acionar a PM pelo número 190.
A Polícia Militar reforça que o uso do aplicativo é um completo. Ainda não há uma avaliação do serviço dentro dos Consegs e Polícia Militar, por estar em fase inicial.
Na própria cidade, inciativas independentes mostram que o uso pode dar certo. Aline Feltrin participa de um grupo em que os moradores de um condomínio trocam informações sobre o trânsito e segurança.
A Guarda Municipal de Campinas tem um aplicativo próprio, o Guarda Amigo que aciona um sinal de socorro para celulares indicados pelo usuário. Cerca de três mil pessoas utilizam a tecnologia na cidade.
