Cerca de 400 manifestantes se reuniram em frente ao paço municipal da cidade Itu no interior de São Paulo pedindo o decreto de calamidade pública, devido à falta de água. O protesto aconteceu durante a tarde e noite desta segunda-feira (29/09) e foi marcado pela presença de famílias e principalmente donas de casa, que estão há dias sem receber água nas torneiras. É o caso de Fátima da Silva e Alzira Carneiro. Além do transtorno, os gastos com água aumentaram.
Com a pauta de reivindicação, a prefeitura de Itu recebeu dez moradores dentro da prefeitura. O Secretário de Segurança Pública e porta voz do Comitê Gestor da Água, Marco Antônio Augusto, foi categórico ao responder sobre o pedido de calamidade pública por partes do moradores. Segundo ele, a cidade neste momento não tem característica nem para decretar estado de emergência.
Além da questão da calamidade pública, moradores de Itu pediram documentos da concessão de água da cidade. A concessionária Aguas de Itu foi vendida recentemente para Águas do Brasil e há o processo de transição. Os manifestantes pediram detalhes. Também reivindicaram a presença de cidadãos no Comitê Gestor da Água.
Inês Godoy participou da reunião e desaprovou o fato do prefeito de Itu, Antônio Tuize, não participar. Não viu avanços na conversa. A administração informou que o prefeito estava num compromisso em São Paulo. Os manifestantes chegaram a caminhar até a porta do condomínio de Tuize. No trajeto, alguns vândalos derrubaram placas de candidatos e chegaram a atear fogo em lixeiras. Não houve feridos. Esse foi o terceiro protesto contra a falta de água em Itu.
