A maioria dos acidentes com pedestres tem como responsáveis as próprias pessoas que estavam a pé e não os motoristas. A constatação é do Secretário de Transportes de Campinas, Carlos Barreiro.
O tema da Semana Nacional de Trânsito vai neste sentido é a “Cidade para as pessoas: Proteção e Prioridade ao Pedestre”. Atualmente, Campinas tem vários cruzamentos considerados críticos para travessia de pedestres. Av. Glicério com a Campos Salles, João Jorge com a Salles de Oliveira e vários pontos das avenidas das Amoreiras e John Boyd Dunlop.
O Secretário fala da imprudência por parte das pessoas que andam pelas vias: não atravessar nas faixas é uma constante. Ele também é questionado da responsabilidade da empresa de trânsito para coibir tais travessias. Segundo Carlos Barreiro, intervenções viárias são estudas para estas situações.
Mais que a responsabilidade dos próprios pedestres, o presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Ramalho, fala da imprudência dos motoristas em situações travessias. Números do Observatório indicam que quase metade do acidentes com carros tem pedestre como vítima. No caso de caminhões e ônibus, em 38% também tem pedestre envolvido. A média anual de indenizações para vítimas de acidentes de trânsito é de 620 mil. 20% dessas vão para pedestres. Ramalho destaca a fragilidade do pedestre e a responsabilidade também do motorista.
No ano passado, o número de mortes por atropelamentos foi de 722 casos em cidades da região de Campinas.
