Com uma população de 137 mil pessoas afetadas com a falta de água em Campinas, a sexta-feira (17/10) é de economia em vários bairros e impactos no dia-a-dia das pessoas. Uma das áreas afetadas foi o distrito de Barão Geraldo, inclusive a Unicamp. A Universidade de Campinas chegou a divulgar o risco de desabastecimento em vários Institutos, Faculdades e Órgãos. O Hospital das Clínicas não é afetado. A prefeitura, inclusive, informou que há apoio de caminhão pipa para escolas municipais, postos de saúde e prontos socorros.
Essa semana foi difícil para muita gente. A reportagem acompanhou bairros que ficaram cinco dias sem abastecimento. Toda situação alerta a população de Campinas. Tem gente se conscientizando, criticando quem desperdiça e a conversa sobre a falta água já faz parte da rotina dos campineiros. A Sanasa tem divulgado duas vezes ao dia uma lista de bairros que podem ser afetados com a falta de água.
A empresa chegou a desligar duas estações de tratamento de água na madrugada desta sexta-feira, para instalação de bombas de cloro, afim de aumentar o volume de água tratado. 850 mil moradores de Campinas ficaram sem abastecimento no período. Isso é quase 90% da população da cidade.
Aliás, o município tem que contar com colaboração. A cidade de Jundiaí por três dias vem deixando de tirar água do Rio Atibaia para aumentar a captação de Campinas. O presidente da DAE Jundiaí, Jamil Yatim, explica que suspensão não é dia todo, mas sim, por três horas. Isso antecipa um volume de água para o município que sofre com a seca.
Nesta manhã, uma agência do Banco do Brasil no bairro Castelo em Campinas fechou. O motivo foi a falta de água, segundo um comunicado na porta do local. A Federação Brasileira de Bancos não faz nenhuma orientação para o fechamento das agências nos casos de falta d’água.
