A abertura de investigação criminal sobre a Petrobras pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos é visto como um procedimento normal pelo vice-presidente do Brasil, Michel Temer. Para o peemedebista, os trabalhos tem que continuar. O processo, segundo o jornal Financial Times, vai apurar se houve pagamento de propina para funcionários da empresa. O caso também é acompanhado pelo órgão regulador de capitais americano.
De acordo com Temer, a premissa de autodeterminação dos povos permite que as autoridades americanas também investiguem as suspeitas. Ele ainda traçou um paralelo com o que ocorre no Brasil e recorreu a expressão “doa a quem doer”, usada pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral.
Segundo o Financial Times, os órgãos querem saber se a Petrobras ou algum de seus empregados, intermediários ou contratados, violaram a lei americana de combate à corrupção praticada no exterior. A intenção é identificar se empresas americanas ou que negociam ações nas bolsas de valores dos Estados Unidos descumpriram a legislação.
A petrolífera negocia títulos na Bolsa de Nova York e é alvo de denúncias no Brasil sobre um suposto esquema, feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Yousseff. A estatal é investigada pela Polícia Federal e é tema de duas comissões parlamentares de Inquérito.