As chacinas em série que causaram 12 mortes em Campinas completam um ano. Seis policiais militares, que respondem em liberdade, foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público. Cinco deles foram expulsos da corporação. A maioria dos homicídios foi na a região do Ouro Verde, onde parentes e amigos das vítimas e moradores preferem não se identificar, mas ainda convivem com os reflexos dos crimes. No bairro Xangai, a mãe de um adolescente conta que o próprio filho poderia ter sido uma das vítimas. No Parque Universitário, o ex-cunhado de uma das vítimas, afirma que o jovem foi executado enquanto colhia frutas. No bairro Vida Nova a sensação de revolta também permanece. Alguns comerciantes do bairro Vida Nova, no entanto, preferem que a mágoa seja superada, e mesmo com a suspeita de envolvimento de policiais militares, considera importante a presença da PM no bairro. O DHPP – Departamento Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa – informou que foram instaurados oito inquéritos policiais para apurar os crimes, dos quais quatro foram relatados à Justiça. Houve indiciamento de seis policiais militares e representação de prisão preventiva para cinco deles. Além disso, outros quatro inquéritos estão em andamento. A reportagem não conseguiu informações de quantos assassinatos estão nos inquéritos já relatados ao Poder Judiciário, já que correm em segredo de Justiça.
