A primeira cota do volume morto retirada do Sistema Cantareira que abastece a região acrescentou 182,5 bilhões de litros de água, 18,5% sobre o volume total. Uma quantia que durou seis meses. A segunda cota, de 105 bilhões de litros, começou a ser bombeada em 13 de novembro, quando acrescentou 10,7% sobre o volume existente. As projeções são da Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp) e do Consórcio PCJ que estimam para maio o esgotamento destas fontes de água. A hipótese de uso de uma terceira faixa de volume não se confirmou. A quantidade de 41 bilhões de litros não tem regras claras de uso e pode não ser suficiente. Engenheira Ambiental do Consórcio PCJ, Andrea Borges, teme pelo colapso uma vez que as chuvas registradas não alteraram as perspectivas do abastecimento. Não acredita que tecnicamente, no passado, a solução tivesse sido o racionamento. Sente falta de uma campanha mais sólida de conscientização do problema. Por que quando chove, diz a engenheira, as pessoas acham que a vazão dos rios se recupera.
Com o esgotamento do Sistema Cantareira, o Consórcio prevê o abastecimento dos municípios que captam água nos rios Jaguari e Atibaia, como é o caso de Campinas, dependendo exclusivamente do esgoto despejado pelas cidades que estão rio acima e dos afluentes.
