CBN Campinas 99,1 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Compartilhe

Especialista do Hospital da PUC-Campinas defende desfibrilador em escolas para evitar mortes

Com a volta às aulas, volta também a preocupação com ocorrências como as do ano passado, quando dois estudantes morreram em escolas da região por problemas do coração. Um adolescente

Especialista do Hospital da PUC-Campinas defende desfibrilador em escolas para evitar mortes
Com a volta às aulas, volta também a preocupação com ocorrências como as do ano passado, quando dois estudantes morreram em escolas da região por problemas do coração. Um adolescente de 13 anos teve parada cardiorrespiratória durante uma aula de educação física no Colégio Pio XII, em Campinas. E em Sumaré, um estudante de uma escola […]

Com a volta às aulas, volta também a preocupação com ocorrências como as do ano passado, quando dois estudantes morreram em escolas da região por problemas do coração. Um adolescente de 13 anos teve parada cardiorrespiratória durante uma aula de educação física no Colégio Pio XII, em Campinas. E em Sumaré, um estudante de uma escola estadual teve um infarto durante uma discussão com uma professora em sala de aula. A direção da escola particular Pio XII informou que nenhuma mudança ocorreu nos procedimentos internos, por considerar o caso uma fatalidade. Já a Secretaria Estadual de Ensino informou que os servidores da Educação são treinados, em parceria com o Corpo de Bombeiros, e acrescentou que por tratarem-se de ocorrências que apenas pessoas treinadas ou até mesmo médicos poderiam resolver, a orientação é acionar o SAMU ou o Corpo de Bombeiros. O Médico Cardiologista do Hospital da PUC Campinas, Maurício Marson Lopes, no entanto, discorda sobre a necessidade de um médico especializado para realizar os primeiros socorros. O especialista aponta um equipamento simples, com treinamento para uso também simples: o desfibrilador, com custo em torno de 5 mil Reais, que pode reduzir em cerca de 20% o risco de morte em paradas cardiorrespiratórias. Outra orientação do médico Maurício Marson Lopes é cancelar as atividades físicas de alunos que apresentem algum quadro viral, como gripe ou diarreia, que podem, em casos raros, desencadear problemas cardíacos. A coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Campinas, Giselle Alessandra Marchi, confirmou o cancelamento da educação física para crianças doentes. Informou ainda que os profissionais da educação recebem orientação de primeiros socorros em parceria com Policia Militar e Corpo de Bombeiros, mas sem treinamento específico para a utilização de equipamentos para conter arritmias. O Vereador Tiago Ferrari, de Campinas, elaborou um projeto de lei para disciplinar o atendimento ambulatorial socorrista nas escolas, que ainda não foi votado.

 

Compartilhe

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Youtube video