Três moradores de Campinas protocolaram no Ministério Público um ofício contra a licitação da nova área de zonal azul do município, prevista para acontecer nesta segunda-feira. Os cidadãos questionam o fato da prefeitura finalizar o processo, sem a realização de uma audiência pública, prevista na lei. Além disso, eles questionam os termos do contrato de concessão pública, que vai permitir a empresa vencedora do certame administrar o estacionamento da zona azul nos bairros Cambuí, Guanabara e Proença e também nos distritos de Sousas, Joaquim Egídio e Barão Geraldo, por 15 anos, podendo ser prorrogado por mais 15 anos. O prazo é superior ao ciclo de um plano diretor, que é composto por 10 anos. Morador do Taquaral, Thiago Moreira afirmou que protocolou o ofício porque a população teve seu direito cerceado pelo modo como o processo licitatório foi conduzido. Outra responsável pelo ofício, Teresa Penteado, que mora no Cambuí, disse que é inadmissível que o poder público tome decisões importantes para o dia a dia da cidade, sem nenhuma participação popular.
O vereador Artur Orsi apoiou a decisão dos moradores, uma vez que não houve transparência no processo de licitação. As vagas de zona azul em Campinas serão ampliadas de 1,9 mil para mais de 8 mil. Segundo a Emdec, o sistema será modernizado de forma gradativa, com parquímetros eletrônicos e o pagamento por celular.
