A proposta do prefeito de Paulínia, Edson Moura Junior, de implantar mais cinco secretarias municipais desagradou a maioria dos moradores da cidade. Para muitos, a criação de 324 cargos não ajuda a população. Se a Câmara aprovar, 60 milhões de reais podem ser gastos até 2016. Uma das pastas seria a de Assuntos Institucionais e Federativos, que teria a função de facilitar a relação com Brasília e outros países. As demais são Direitos dos Animais, Controle, Gestão, Parcerias e Convênios, Serviços Públicos e Relações do Trabalho.
Idelfonso de Paula, porém, pede atenção com áreas básicas como Saúde e Educação. Clementino Pinheiro reclama das condições de mecanismos públicos e cita como exemplo os pontos de ônibus da região central. Para ele, os abrigos precisam de reforma e mais informações sobre as linhas. Valdevino Ferreira, por outro lado, não vê problema nas possíveis secretarias, mas pede que os serviços sejam revertidos para a população.
Para a oposição, a medida está “fora da realidade financeira do município” e deve causar impacto na folha de pagamento. Já para o cientista político, Pedro Rocha Lemos, a proposta envolve interesse em apoios políticos, mas pode gerar questionamentos da população. O número de pastas, segundo o professor da PUC, é desproporcional ao tamanho da cidade.
Em nota, a Prefeitura de Paulínia alegou que “o objetivo é melhorar os serviços públicos” e que “leva em conta” a economia. Segundo o comunicado, outro motivo para a reforma administrativa seria as “orientações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo” e o “crescimento populacional significativo” da cidade.
