A segurança dos motoristas do transporte coletivo de Campinas é alvo de questionamentos pelo sindicato que representa a categoria, que deve sugerir a alteração das linhas em quatro pontos onde as ocorrências de vandalismo são mais frequentes. Somente no primeiro final de semana desse ano, 10 ônibus foram depredados, segundo informações da Transurc. Os locais apontados pelo sindicato como mais críticos são a Praça da Concórdia, no Campo Grande e as regiões do Campo Belo, Vida Nova, e do São Judas Tadeu, próximo ao cemitério Parque das Flores. Nesse domingo, dois ônibus foram depredados por um grupo formado por aproximadamente 25 pessoas, no Campo Belo. O motorista de um dos veículos, Geraldo de Santis Filho, foi atingido na cabeça por um tijolo, e teve de levar seis pontos no supercílio. Ele afirma que em hipótese alguma voltará a trabalhar na mesma linha.
O Diretor do Sindicato Izael Soares de Almeida acredita que a alteração dessas linhas, principalmente nas sextas-feiras e sábados, quando acontecem festas nessas regiões, poderia minimizar o problema. Ele acredita que também é possível o reforço no policiamento, já que são apenas quatro pontos com maior índice de ocorrência. A Transurc não vai entrar na discussão sobre alteração de linhas ou de reforço do policiamento nessas regiões. Segundo o diretor de comunicação da empresa, Paulo Barddal, a responsabilidade pela segurança dos motoristas é da polícia. Sobre o pedido do sindicato em relação às alterações de linhas, Paulo Barddal informou que a responsabilidade também não é da Transurc, que apenas cumpre com as determinações da Emdec.
A Guarda Municipal informou que desde o mês passado intensificou a ronda na região da Praça da Concórdia depois de reuniões realizadas junto à Emdec, Policia Militar e Associação de moradores do Campo Belo. Nos demais bairros citados, a assessoria disse que a segurança é de competência da Polícia Militar. A EMDEC informou que tem acompanhado o aumento dos casos de vandalismo e conta com o auxílio dos órgãos de segurança pública. A empresa garantiu que, havendo qualquer iniciativa ou solicitação por parte do sindicato, estará aberta para o diálogo e estudos de viabilidade de possíveis medidas. A Polícia Militar foi procurada para falar sobre o problema, mas não retornou o contato.
