Uma ação no Ministério Público pede a suspensão da liberação do mosquito Aedes Aegypti geneticamente modificado, que faz parte de um projeto piloto contratado pela Prefeitura de Piracicaba. Esse mosquito macho é estéril e não transmite a dengue, e seria usado como forma de combate da doença, À medida que inibiria a proliferação das larvas.
O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente fez uma representação ao MP. A presidente do Comdema, Sônia Cristina Ramos, fala que especialistas apontaram a falta de conclusão nos experimentos e também de um aval da Agência Reguladora. Também se questiona o trâmite legal do processo.
O inquérito assinado pela promotora Maria Marton de Freitas solicita a Secretaria de Saúde informações sobre as medidas adotadas pela prefeitura de Piracicaba no combate à dengue, as razões técnicas e os estudos que justifiquem o uso de biotecnologia. Também há solicitação de informações do contrato com a empresa Oxitec do Brasil, que é responsável por fazer o projeto.
A Secretaria de Piracicaba, por nota, disse que recebeu o ofício do Ministério Público e providencia com a Procuradoria Jurídica do Município, as respostas aos questionamentos do órgão.