Devido ao ato nacional em defesa da Petrobrás marcado para esta sexta-feira em diversas capitais, os funcionários da Refinaria de Paulínia atrasaram em duas horas a entrada do turno da manhã. A jornada de trabalho começa diariamente às 7h30, mas a mobilização começou às 7h em frente a uma das portarias, o que causou uma fila de ônibus de funcionários. Muitos desciam e se juntavam ao protesto. Com isso, um grupo de pelo menos 200 trabalhadores não entrou no local.
Deste total, segundo o sindicato dos petroleiros, metade pertencia à operação e manutenção, sendo o restante do setor administrativo. Segundo o diretor do Sindipetro, Artur Ragusa, a intenção do protesto é defender a Petrobrás e também os trabalhadores, que estariam sofrendo represálias após o escândalo envolvendo a empresa. Artur Ragusa ainda negou que o ato em todo o País seja uma resposta ao protesto contra o Governo Federal programado para domingo. Ele alegou, inclusive, que a mobilização faz críticas sobre algumas medidas federais.
Ao responder sobre o protesto do próximo dia 15, porém, disse que a entidade reconhece o direito da população, mas não apoia os pedidos de impeachment. Ele categorizou como golpistas algumas reivindicações. Durante o ato, o grupo de trabalhadores foi convidado pelos líderes sindicais para participar da manifestação em São Paulo. Por volta de 9h, no entanto, a mobilização acabou e todos entraram no local. Depois disso, os funcionários do turno da madrugada, que aguardavam a troca de horário, puderam sair da refinaria normalmente.