A Região Metropolitana de Campinas já contabiliza cerca de 1800 casos de dengue só neste início de ano, 4,6% dos mais de 38 mil casos registrados em todo o estado. Campinas é a oitava cidade do ranking da dengue com 896 casos confirmados segundo a Secretaria Estadual de Saúde. E nesse período de chuvas a preocupação com os focos da doença aumentam. As praças públicas são um exemplo, já que alguns pontos desses locais podem acumular água. Nossa reportagem percorreu várias praças da cidade após a chuva desta quinta-feira. No Largo do Pará encontramos um chafariz que fica com água acumulada após as chuvas, motivo de preocupação segundo a aposentada Eunice Souza.
Também percorremos praças como a Carlos Zara na Rua da Abolição, o Centro de Convivência e a Carlos Gomes. Nessas não encontramos locais onde volumes de água que possam se tornar foco da dengue fiquem acumulados. Mas na Carlos Gomes, encontramos alguém que tem outra preocupação. Joaquim Donizete tem um comércio de alimentos e bebidas na praça, que fica bem em frente a Unidade de Pronto Atendimento da avenida Anchieta e que recebe todos os dias dezenas de pessoas com suspeita ou confirmadas com a doença. Para o comerciante isso é motivo de atenção, mas também não deixa de ter uma vantagem.
Em Campinas os bairros com mais casos de dengue são o Jardim Eulina e o Jardim Fernanda. Na cidade, dos 64 centros de saúde, 53 já registraram casos desde o início de janeiro.