Clima de protesto marcou a sessão extraordinária na Câmara de Vereadores de Campinas que aprovou por 26 votos a 4 o Projeto de Lei do Executivo que autoriza parcerias do poder público com as OSs. A Lei permite que o Poder Executivo qualifique como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado para atuar em áreas de Saúde, Educação, Esporte, Cultura, Meio Ambiente, Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico. Os únicos votos contrários foram dos vereadores Paulo Búfalo, do PSOL, Pedro Tourinho e Carlão, ambos do PT e Artur Orsi, do PSDB. Orsi alega que a sessão, em caráter de urgência, foi precipitada. Ele queria mais tempo para uma debate do tema através de audiências públicas. Pedro Tourinho, do PT, também defendeu o debate, considerando que a Lei representa uma mudança drástica na maneira como se organizam as politicas públicas do município. Paulo Bufalo foi aplaudido pelos Servidores ao chamar o público do Plenário à resistência. Para o líder do Governo na Câmara, André Von Zuben, o tema já foi muito discutido e a Lei já chega com atraso à Campinas. Ele esclarece que as OSs já são praticadas no Hospital Ouro Verde e nas naves-mães, por exemplo, e que a necessidade de votação urgente foi para atender uma determinação do Tribunal de Contas. A votação foi marcada por protestos dos servidores, que fizeram muito barulho, carregando faixas e cartazes com dizeres contra a privatização. André Von Zuben, no entanto, esclarece que a autorização das OSs não representa o fim dos concursos públicos. Cerca de 200 pessoas não conseguiram entrar no plenário para acompanhar a votação, por motivo de segurança. A sessão contou com forte aparato policial, que reuniu a Guarda Municipal e Polícia Militar. Ao final da sessão, os servidores deixaram a Câmara em passeata até a Prefeitura de Campinas.