Enquanto as obras de revitalização avançam por outros trechos da avenida Francisco Glicério, em Campinas, a primeira etapa continua inacabada, apesar do prazo de 60 dias que se encerra nesta terça-feira. Os trabalhos entre a Orozimbo Maia e a Marechal Deodoro deveriam terminar no dia 13 de abril, mas foram estendidos por mais 15 dias, período que também não foi cumprido e já motivou reclamações.
Já acostumados com os atrasos, os comerciantes da região se mostram resignados com a nova mudança no cronograma. A impressão geral, segundo uma gerente que não quis se identificar, é de mais prejuízos. Síndico de um condomínio na região que ainda passa por obras, Rubens Ferreira atribui a demora a imprevistos percebidos durante as escavações. O encanamento, por exemplo, foi rompido várias vezes.
O problema é que a espera pela conclusão continua irritando os moradores. Além da sujeira, eles enfrentam dificuldades para entrar, sair ou transitar pela frente do prédio, o que expõe muitos aos riscos. Um dia antes do fim do último prazo divulgado pela Prefeitura, o trecho inicial entre a Orozimbo Maia e a rua Marechal Deodoro ainda tinha muito barro e pedras e a movimentação de máquinas e operários era intensa.
Mais a frente, porém, outras intervenções previstas nas fases seguintes já começaram a ser feitas nos quarteirões da rua Barreto Leme e da avenida Benjamin Constant. As obras afetam o trânsito e também os pedestres. Com buracos nas calçadas, a passagem das pessoas é feita por corredores formados por tapumes e que também sinalizam a entrada da loja gerenciada por Genil Ribeiro. Ele é pessimista sobre o futuro. Questionada sobre o andamento dos trabalhos que vão revitalizar calçadas, o asfalto e rede elétrica da Glicério, a Prefeitura não enviou resposta até o fechamento desta reportagem.
